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Propaganda eleitoral se prolifera por Curitiba outubro 14, 2010

Posted by fourjoan in Uncategorized.
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Elisana Fuckner, Jessica Stella 4° JOAN

 

Em outubro acontecem as eleições 2010 e as propagandas começam cedo pelas ruas. As campanhas políticas geram trabalhos informais e beneficiam parcela da população desempregada. Em Curitiba são vistos desde agosto cartazes, bandeiras e materiais dos principais partidos. Porém, ao mesmo tempo em que beneficia parte da população, outra parte se sente incomodada pelas propagandas.

Benedita Souza não gosta da abordagem nas ruas, panfletos, e bandeiras. “Eles atrapalham o trânsito e a visão dos motoristas com as bandeiras, fora a sujeira que fazem na cidade”, afirma. Muitos como Benedita, não se interessam por campanha ou eleições e se sentem desrespeitados.

A recepcionista Gracielli da Silva acredita que as campanhas causam além da poluição ambiental, poluição visual e sonora. “Além dos panfletos deixarem as ruas imundas, as bandeiras são tantas, que misturadas não conseguimos identificar o nome dos candidatos e os caminhões de som deveriam ser utilizados só no carnaval”, reclama a motorista.  Assim como Graciele, Karina dos Santos, que é ministra religiosa, acredita que a poluição visual tira a beleza da cidade.  “Perde-se todo o estilo europeu de Curitiba e fica parecendo uma grande feira”, afirma.

Existem regras a serem seguidas quanto às propagandas políticas. Segundo a legislação eleitoral os cavaletes, por exemplo, são liberados desde que não atrapalhem o trânsito e os pedestres, esses materiais também não podem estar fixados. De acordo com a lei eleitoral, a mobilidade dessas propagandas é caracterizada pela colocação e retirada dos objetos entre as seis e 22 horas.

É proibido fixar placas, estandartes, faixas ou pichação em bens públicos ou de uso comum, como postes de iluminação pública, sinalização de tráfego, paradas de ônibus, mesmo que de propriedade privada. A circulação de carros de propaganda com som é liberada entre oito e 22 horas até a véspera da eleição, mas é proibido que os veículos passem em distância inferior a 200 metros das sedes dos poderes executivos e legislativos. Brindes como camisetas, chaveiros e bonés são proibidos também.

Uma das curiosidades das campanhas políticas é a quantidade de pessoas colocadas nas ruas, fora o que é gasto com materiais de propaganda. O coordenador de campanha do partido PTB, Ivens, conta que há cerca de 2000 cabos eleitorais no Paraná, sendo que cada um ganha em média 30 reais por dia, durante praticamente dois meses de campanha. O dinheiro da propaganda vem de doações de empresários que apóiam as coligações, e os partidos disponibilizam aos candidatos apenas panfletos, conhecidos como “santinhos”,  o  restante é bancado pelo próprio candidato.

 Quem trabalha envolvido com a propaganda política diz que esse emprego é tranqüilo quando comparado a outros serviços.  Joaquim Ferreira de Souza, que trabalha como cabo eleitoral, conta que o salário pelas 6 horas diárias compensa. “Está bom de 35 a 40 reais por dia, servente de pedreiro ganha 40 reais e trabalha mais de 8 horas”, conta.

Quanto às condições de trabalho dos cabos eleitorais, Souza afirma ainda que nunca permanece no sol, ele procura se alojar em algum local com sombra, apesar do comitê fornecer protetor solar.Umas das dificuldades citadas é a ida ao banheiro.  “Se não tem ninguém para revezar, temos que levar a bandeira junto e ainda utilizar os banheiros do comércio da região”, comenta.

Para Mara Ana Silva trabalhar com campanha é o melhor tipo de emprego. “Larguei meu emprego para trabalhar com isso, o horário é bom, gosto de falar com as pessoas e o salário compensa”, afirma. Alguns trabalhadores como Mara entram por indicação, pelo emprego informal ou a renda que obtém e acabam gostando.

A poucas semanas das eleições a questão das irregularidades com a propaganda política cresce. Até a última quinta-feira, 387 materiais de candidatos em situação irregular já foram retirados das ruas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR). O cidadão pode colaborar como fiscal nessas situações, denunciando para a Segunda Zona Eleitoral pelos telefones (41) 3330-8811 ou (41) 3330-8812 e pelo e-mail zona002@tre-pr.gov.br.

 

 

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