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Nostalgia Cíclica outubro 14, 2010

Posted by ringo4president in 4JOAN, Cultura, História.
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Por Yuri Vasselai e Carlos Eduardo Lisemberg

Discos de Vinil. Compactos de 12 rotações. Capas Sanduíche. O “clima” em uma loja de discos usados vai de vintage à reprensagens 180 gramas. O preço, hora convidativo hora não, nos leva a um elo entre “Slider” do T.Rex até “Slave Mass” de Hermeto Pascoal. Na Loja do aposentado Clóvis, ou “Seu Clóvis”, a variedade de artigos “bolachões” raros, é incrível. Comparada a outras lojas do ramo, é a que mais “ratos” de sebo indicam e consomem.

Localizada no centro de Curitiba, atrai um público nada restrito. Hoje em dia, o comercio do Vinil ultrapassa barreiras e conquista seguidores em pleno ano de 2010. Logicamente a concorrência com o MP3 não pode ser desconsiderada, uma vez que este último pode ser adquirido sem custo algum. A Magia do LP é encontrada numa capa bem abrangente, quadrada e na maioria das vezes, bem colorida e chamativa – coisa que um download não traz ao mundo material-sonoro. O que faz o colecionador ir atrás de raridades e discos “pirata” é justamente o fato de ser muito difícil de encontrar por ter poucas edições.

Não só o sebo “só Música” do seu Clóvis é especialista em velharias raras. Uma das mais famosas lojas do ramo fonográfico, a Vinyl Club, localizada também no centro – Ébano Pereira, na galeria do antigo cinema Condor – obtém uma boa munição contra downloads baratos. Um estupendo exemplo disso é o Disco Brazilian Guitar Fuzz Bananas que somente lançado lá fora, é acolhido por Marco Pereira, dono da loja. Algumas edições vieram pro Brasil e uma está aqui – mas por um preço bem salgado.

Aposentado e levando a loja como Hobby, Sr Clóvis renova o seu estoque uma vez por mês e sabe na certa o que cada cliente em especial, quer. “Um dia desses ainda apareceu um garoto que vinha toda semana atrás de um LP e de uma hora pra outra, sumiu”. A Frequencia quase que “religiosa” dos clientes, não assusta o vendedor. “O Gozado é que justamente quando ele faltou seu “compromisso”, o disco chegou e foi embora rapidinho”, complementa o aposentado.

Nas categorias dos Lp’s, o de sempre: em ordem alfabética para o consumidor não se perder com o gênero para a preferência. Temos duas prateleiras (cheias) em duas paredes, e as outras duas são completadas por pôsteres ou pela vitrine que faz brilhar os olhos de quem passa pela galeria e se imagina lá dentro. Seja comprando, trabalhando ou apenas olhando.

“Não preciso de ninguém aqui comigo, me viro muito bem sozinho mesmo às vezes não tendo conhecimento de algum produto”, exclama o comerciante após o assunto em voga naquele momento: Funcionários na loja junto ao chefe, o próprio Clóvis.

A Galeria César Franco, assim como o Sebo “Só Música” abrem as nove e fecham por volta das 19 horas. E aos sábados, até as 13h30. O acesso é fácil e o atendimento é digno de um sebo.

Comentários»

1. Lucas - fevereiro 20, 2011

Muito legal esse post.Quando eu era mais novo passava na vitrine da “Só Música” e ficava totalmente maluco. Hoje em dia, pelo menos uma vez por mês, dou uma passada por lá.


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