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Desabamentos e enchentes preocupam moradores no Tarumã outubro 14, 2010

Posted by deconto in Uncategorized.
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Sem saneamento básico, luz elétrica e iluminação pública; é assim que vivem as pessoas que moram próximo ao Córrego Capão da Imbúia, no bairro Tarumã, em Curitiba. Além destes problemas, ainda precisam se preocupar com os desmoronamentos, que podem ocorrer a qualquer hora. Encontrar casas à beira de barrancos, com perigo de deslizar para dentro d’água, é comum. A fim de conter eventual desabamento, moradores usam pneus de caminhão fincados com estacas entre o rio e as casas, numa tentativa provisória de evitar uma tragédia.

A auxiliar de limpeza, Salete Domingues Ferreira, de 41 anos, é uma das moradoras que sofrem com o problema das enchentes. “Fui mordida por um rato na última vez que alagou por aqui”. Inundações também é outro fator que provoca medo na comunidade. Durante os meses de chuva, a enchente se torna inevitável. Feitas de madeira, as paredes dos barracos têm a marca do nível de água que entrou nas casas durante a última cheia. Consequentemente, o risco de doenças graves serem transmitidas aumenta. “Meu filho pegou hepatite A e B”, diz a moradora Marilde Lisboa, de 38 anos.

 

"Fomos esquecidos, nem político querendo voto vem aqui", diz M. S.

 

Para evitar o desmoronamento das encostas, a Prefeitura instalou recentemente barreiras de contenção na margem do córrego, próximo à Avenida Victor Ferreira do Amaral, pela qual o rio atravessa. Contudo, as obras feitas a 80 metros da rua não contemplam a comunidade que está a menos de 200 metros de distância. Quanto a este fato, ninguém da Secretaria de Obras quis se manifestar.

 

Inocentes. Crianças brincam no Córrego do Capão da Imbuia

 

“A contenção, além de não ajudar os moradores, pode agravar o problema”, é o que afirma o ambientalista Carlos Sauer, coordenador de uma escola estadual da região. Segundo ele, a contenção elimina o curso natural do rio. “Durante a chuva, caso a água não consiga escoar mais adiante, o trajeto artificial vai fazer com que inunde mais rápido do que o natural”. Sauer explica que o ideal seria arborizar as margens do rio, mas reconhece que a sugestão é inviável porque falta espaço natural nas encostas do córrego.

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