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CICLOVIAS DO TARUMÃ outubro 14, 2010

Posted by ringo4president in 4JOAN, Cidadania, Cultura, Idéias, Meio Ambiente, Moradores, Tarumã.
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O morador do bairro Felipe Souza, usa a bicicleta para ir ao trabalho.

Por: Daniel Santos e Guilherme de Paula Pires

Conhecida por ser uma cidade de vanguarda, Curitiba iniciou a implantação da malha ciclo-viária em 1977 na gestão de Saul Raiz. O primeiro trecho inaugurado foi o que hoje liga o Bairro Alto ao Alto da XV, por meio da ciclovia situada na Avenida Victor Ferreira do Amaral que possui 8 quilômetros de extensão. Essa via é utilizada diariamente por cerca de 100 ciclistas, porém o fluxo aumenta nos horários de pico.

Os horários que contam com maior fluxo são das 7h às 7h45 e das 17h30 às 18h30, períodos de ida e retorno do trabalho. A ciclovia da Rua Konrad Adenauer é uma das preferidas pelos ciclistas. É o caso de Felipe Souza que prefere a bicicleta para ir ao trabalho por ser um meio mais rápido e não poluente. “A nove meses utilizo a bicicleta para ir ao trabalho e tive um enorme ganho de tempo e saúde”.

Por outro lado as condições de conservação da ciclovia não são das melhores para os ciclistas, buracos e poças de água se formam no meio da ciclovia, iluminação pública ineficiente e em muitos casos danificada ou furtada por vândalos. Por ser uma via compartilhada, o trânsito intenso de pedestres também requer atenção redobrada, como afirma Souza. “Nos horários de pico é muito complicado pois os alunos do Colégio Militar, Colégio Paulo Leminski e Faculdades Unibrasil também usam a ciclovia o que causa um certo tumulto na via”.

Uma das alternativas para fugir do tráfego intenso de pedestres é os ciclistas utilizarem uma via paralela à Victor, que passa pela Passarela da Praça Nossa Senhora de Fátima, onde o fluxo é bem mais tranqüilo e o tempo de deslocamento é praticamente o mesmo, ou evitar os horários de pico.

A Prefeitura de Curitiba tenta incentivar o uso da bicicleta não só no bairro mas em toda a cidade e para isso pretende ampliar a malha cicloviária existente. Segundo levantamentos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), hoje há cerca de 100 quilômetros de ciclovias na capital, sendo 70 quilômetros compartilhados com pedestres e 30 exclusivos para bicicleta.

A Secretaria de Urbanismo possui mais cinco projetos definidos onde serão implantados mais 45 quilômetros, além do plano de criar uma rede metropolitana de ciclovias, com extensão estimada em 42 quilômetros interligando a grande Curitiba. O projeto está sendo desenvolvido junto ao Plano Diretor Multimodal.

Por fim, para colocar de vez os curitibanos sobre duas rodas, o Ippuc pretende complementar o plano com equipamentos de apoio como paraciclos (espécie de estacionamento aberto para bicicleta), bicicletários (estacionamentos fechados) e um sistema de bicicletas de aluguel como ocorre em quase toda a Europa.

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