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O Capão tem muito mais que Imbuia na sua história junho 27, 2009

Posted by valdimillaferreira in Capão da Imbuia, História, Lazer, Meio Ambiente.
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Araucária e a Imbuia são usadas pelas indústrias moveleiras e de papel celulose. Foto: Valdimilla Ferreira
Araucária e a Imbuia são usadas pelas indústrias moveleiras e de papel celulose. Foto: Valdimilla Ferreira

Quem passa hoje pelo bairro Capão da Imbuia talvez não imagine que um dia todo o território já foi mata fechada. A paisagem descobertava uma imagem de plantas nativas de nosso estado (o Pinheiro-do-Paraná era um deles). O espaço contemplava também várias outras espécies como as Canelas e as muitas Imbuias, daí o nome atribuído ao bairro – Capão (mata fechada) da Imbuia (árvore presente em todo o território). Vítimas da exploração comercial, a mata foi aos poucos se abrindo em razão das derrubadas das Araucárias e Imbuias, que passaram a interessar à economia florestal e às madeireiras do país. Essas árvores já estavam fadadas a serem transformadas em móveis e papel celulose.

Esta exploração foi uma das responsáveis direta pela ameaça à Imbuia e ao Pinheiro-do-Paraná, que é uma das espécies mais extraídas do sul do Brasil. O olhar degenerativo das indústrias moveleiras e as de beneficiamento das madeiras fez com que esses modelos entrassem em extinção em todo o país.

O bairro Capão da Imbuia surgiu a partir desse desmatamento em série, e com isto a visão das majestosas árvores foi gradativamente caindo no ostracismo.

Desmatamento       

A destruição das matas, sem deixar reservas em seu lugar, vem aumentando a variação das precipitações no país. Segundo o biólogo Gerson Peres Ferraz, “o Pinheiro-do-Paraná é uma espécie pioneira, que por ser fortemente heliófita (necessita de luz solar direta para se desenvolver), avança sobre as áreas campestres abertas e não se regenera mais quando a sombra se torna intensa. E por isso hoje são preservadas mais em bosque”.

A flora e a fauna abundante em todo o território do bairro estão representadas através de uma espécie de “maquete viva”, contemplado por um bosque de 42.417 m² de mata densa. Lá, os visitantes podem apreciar as mesmas árvores, que no passado e ainda nos tempos atuais, estão condenadas à extração.

O Bosque na Rua Benedito Conceição tem como principal atração o Caminho das Araucárias. Trata-se de uma trilha de 400 metros de comprimento por dentro de uma mata densa que abriga araucárias, onde doze vitrines e painéis, ao longo da trilha, mostram as relações entre fauna e flora.

Também dispõe de um Museu de História Natural que possui um setor expositivo com exemplares empalhados de animais como onça, ema e tamanduá e atende estudantes através de programas de educação ambiental.

Atualmente é uma Divisão do Departamento de Zoológico da Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de Curitiba, que além de realizar pesquisas científicas e atividades de educação ambiental, mantém um banco de dados zoológico resultante de coletas realizadas por diversos cientistas. 

Valdimilla Ferreira

Bosque do Capão da Imbuia livre das sufocadoras

 

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