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Está dada a largada junho 27, 2009

Posted by guilhermegiorgio in Esporte, Eventos, História, Lazer, Tarumã.
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É assim, através da voz do locutor, que uma dose de adrenalina é despejada nas veias dos presentes no Jóquei Clube de Curitiba. Todo início de páreo representa expectativa e esperança a quem acredita na sorte e aposta em seu cavalo favorito. Quando os cavalos cruzam a linha de chegada, apenas alguns poucos comemoram. A grande maioria espera pelo novo páreo e por uma nova chance de ganhar.

Treino no Jockey Clube do Paraná (Foto: Guilherme Giorgio)

Treino no Jockey Clube do Paraná (Foto: Guilherme Giorgio)

O ambiente do Jóquei Clube, aos olhos estreantes de quem faz a primeira visita, carrega algum romantismo e um pouco de nostalgia. Ao mesmo tempo em que se percebe a tensão e a ansiedade no olhar dos apostadores, percebe-se também o deslumbramento de outros, encantados com a grandeza do lugar e a imponência dos animais. Por algum motivo, espera-se certo glamour em corridas de cavalos e em todo o ambiente que cerca esse tipo de evento.

A história do Jockey Club do Paraná começou a ser escrita no dia 2 de dezembro de 1873, com a eleição da primeira diretoria, presidida pelo fundador do então Club de Corridas Paranaense, o hipólogo gaúcho Luiz Jácome de Abreu e Souza. O Club de Corridas Paranaense permaneceu no bairro Guabirotuba até 1955, quando foi transferido para o Hipódromo do Tarumã, onde está até hoje.

Muita coisa mudou nesses 54 anos. O projeto do Hipódromo desenvolvido por Edmir Silveira D’Avia em 1955 figurou muito tempo entre as mais importantes obras modernistas de Curitiba. Em 2008 o local passou por uma revitalização. Entre as melhorias, novas arquibancadas e pistas para treinos e corridas. Em março de 2005, tornou-se patrimônio tombado.

Aparentemente, o turfe não mais carrega em si o fascínio e o romantismo de antigamente. A tradição das grandes corridas, dos grandes prêmios, ficou um pouco para trás. Hoje, o turfe não possui aquela aura de acontecimento social. O que se vê são apenas alguns aficcionados que não deixaram o amor pelo esporte desaparecer com o tempo. Foi-se o tempo das concorridas festas, dos grandes prêmios que paravam a cidade e do concurso de chapéus, acessórios obrigatórios para as mulheres que costumavam acompanhar as corridas.

Hoje em dia o que se vê são crianças e adultos assistindo juntos aos páreos que acontecem durante o dia e a noite. Adultos lêem o programa do dia enquanto as crianças brincam no playground ao lado da pista.  No momento em que os cavalos estão prestes a cruzar a linha de chegada, é como se o tempo parasse. Nada mais importa, nem mesmo para aqueles que não apostam. O som das patas dos cavalos na areia se propaga e revela a força dos animais. Ao fim, felicidade de alguns e tristeza de outros. Mas nada disso importa. O que vale mesmo é esperar pelo novo páreo, pela nova emoção. Está dada a largada.

 João Luiz Guarneri e Guilherme Giorgio

Comentários»

1. Muita expectativa para o Grande Prêmio Paraná 2009 « Capital da Notícia - dezembro 7, 2009

[…] conhecer mais o mundo das corridas acesse o […]


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