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‘Eu gosto de mostrar para meus clientes a alegria que é viver’ junho 10, 2009

Posted by thaislaurindo in Comércio, Cotidiano, Moradores, Ruas, Tarumã.
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Em dias quentes, a atração para quem passa pela Rua Konrad Adenauer, no Tarumã, é uma kombi marrom. Aos 76 anos, Benjamim Elias Vieira é vendedor de caldo de cana há 35 anos e está há nove no mesmo ponto. Estacionado próximo à esquina com a Rua José Verissimo, acompanhou e participou do desenvolvimento da região. Leia mais sobre sua história e assista em vídeo como se dá a extração do caldo de cana.

Seu Benjamim, 35 anos vendendo caldo de cana.
Seu Benjamim, 35 anos vendendo caldo de cana.

Antes de vender caldo de cana, era açougueiro e administrou uma casa de carnes por 25 anos. Problemas com sócios e empregados o levaram à falência. “Devia ter começado minha vida já vendendo caldo de cana”, diz. Ainda segundo ele, as despesas com essa atividade são poucas, mas a maior recompensa é o sorriso de satisfação dos clientes.

Nesses 35 anos de profissão, trabalhou em diversos locais, mas viu na Rua Konrad Adenauer um ponto estratégico para o negócio. A via oferece diversos estabelecimentos, portanto há sempre circulação de pessoas. “Vendo em média uns 50 copos por dia”. No verão, esse número costuma dobrar nos dias de temperatura mais elevada.

Morador do Bairro Vargem Grande, em Pinhais, é lá onde consegue a cana para moer. Nunca sofreu nenhum acidente no manuseio da máquina, mas uma de suas filhas, que o ajudava com o negócio, se feriu. “Ela se assustou com um moço e acabou enfiando a mão no moedor”. Para não correr mais riscos, Seu Benjamim investiu em um equipamento mais moderno e seguro.

Catarinense da cidade de Biguaçu, mudou-se para Curitiba no ano de 1953 com sua primeira esposa. Após a morte da mulher, encontrou um novo amor e se casou novamente, vivem juntos há 42 anos. Pai de 14 filhos, sete em cada casamento, diz que graças ao caldo de cana pôde oferecer uma vida confortável a sua família.

Há um ano e três meses Seu Benjamim se submeteu a uma cirurgia no coração. “Eu nasci de novo”, conta feliz. Desde então, diz que aproveita cada momento com um sorriso largo no rosto. “Eu gosto de mostrar para meus clientes a alegria que é viver”.

A estudante Flávia Priscila Silva diz que passa todo final de tarde pela kombi. “Além de tomar um caldinho de cana bem gelado, bato um bom papo e esqueço um pouco de que estou indo pra faculdade”. As histórias de vida de Benjamim são as preferidas da estudante.

Para quem quer matar a sede e aproveitar para ter uma boa conversa, a kombi do Seu Benjamim fica parada na frente do Paraná Clube. Com caldo de cana tradicional, com abacaxi ou limão, pequeno (R$1) ou grande (R$2). Chega ao ponto por volta das 9h e fica até às 18h, no verão vai embora às 20h.

Thaís Laurindo

Veja o processo de extração do caldo da cana por Seu Benjamim.

 

 

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Comentários»

1. joel - setembro 24, 2010

Conheço esse senhor, ele é uma pessoa incrível.
É um exemplo de vida.


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