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Vendas geram desacordo entre ambulantes e comerciantes dezembro 24, 2008

Posted by kadiggia in Comércio, Pinhais.
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Com medo de ser descobertos, vendedores ambulântes mudam de ponto a cada hora.

Com medo de serem descobertos, vendedores ambulantes mudam de ponto a cada hora.

Andar pelas ruas de Pinhais é olhar para o lado e se deparar com camelôs, vendedores ambulantes exibindo seus produtos à espera de compradores. “Lutar pela vida”, assim define o vendedor Carlos Finelles Souza. Mas essa prática de vender pelas ruas não agrada e nem ajuda a todos. Comerciantes estão cada dia mais revoltados em saber que perdem seus clientes para os camelôs que por não pagarem aluguel, firma, funcionários, impostos, contabilidade, fazem as vendas com um preço mais baixo. Nas lojas são encontrados óculos em média de R$ 30,00 enquanto que com os camelôs encontra-se pela metade do preço ou até menos. Com a chegada das festas de fim de ano, a procura aumenta e a disputa por vender produtos mais baratos também. As brigas entre comerciantes e camelôs parecem não ter fim. Os donos dos estabelecimentos denunciam os ambulantes, os ambulantes não se deixam vencer e montam sua barraca em outro local. Eles se espalham pela Avenida Iraí e pela Rua Pastor Adolfo Weidmanns.

A proprietária de uma loja de presentes, Maria do Rocio Vacelar, já foi “sacoleira”, por isso entende a rotina difícil dos vendedores. “Há uns quatro anos eu vendia tudo quanto era coisas nas ruas, tinha uma família para alimentar, era difícil, ainda mais quando os fiscais nos viam. Com a ajuda de Deus, eu consegui montar uma lojinha e agora não sofro com o problema de fugir”. Já a vendedora e proprietária Adelair Fonseca Ramos não aceita esse tipo de trabalho. “Acho um absurdo, pois pagamos muito para poder vender nossos produtos, daí aparece um indivíduo com as mesmas coisas que você vende, bem na frente da sua loja e acaba com a sua freguesia, realmente é um absurdo e o pior, a prefeitura permite em alguns casos”.

O vendedor ambulante Marcos Ferreira Santos diz trabalhar desta forma porque com sua idade, já não é aceito em qualquer lugar. “Tenho 64 anos, eles vão olhar para minha cara e rir, porque já estou velho para trabalhar em uma empresa, mas tenho que me virar de alguma forma, porque passar fome não dá”. Outro ambulante que não quis se identificar gritou palavras agressivas aos comerciantes. “Eles só acabam com a nossa vida, preciso tirar meu ganha pão e lá vem eles para atrapalhar”.

Segundo a Câmara Municipal de Pinhais, o ambulante só pode vender suas mercadorias nas ruas com uma autorização com o horário, local e os tipos de produtos que ele poderá comercializar, a falta de uma dessas exigências implicará em multas, advertências, cassação da autorização e para quem não tem sequer uma autorização as mercadorias serão apreendidas. A secretaria responsável pela liberação do alvará é a Secretaria de Urbanismo e Gestão Tributária, coordenada pelo secretário Heuler Giovanetti. 

Durante as entrevistas e reportágens, vendedores ambulântes, cercam a repórter com medo de que ela os denúncie.

Durante entrevistas, ambulantes cercam repórter com medo de denúncias.

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