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Atendimento da prefeitura é lento e com poucos resultados dezembro 9, 2008

Posted by Bravo in Cotidiano, Política, Tarumã, Transporte.
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Foram necessários 55 dias para que uma solicitação no serviço 156 da Prefeitura de Curitiba recebesse alguma resposta. A carta com a réplica do poder municipal foi enviada, conforme assinala a própria publicação, em 09 de outubro. O telefonema da reportagem foi feito no último dia 15 de agosto.

Cadê o ponto que estava aqui?

A reportagem protocolou um pedido de instalação de parada de ônibus, com cobertura, na Rua José Veríssimo, ao lado da UniBrasil.

O contato feito na hora do almoço daquela sexta-feira encaminhava o pedido de implantação de um ponto de ônibus para a linha Alto Tarumã, na esquina das ruas José Veríssimo e Konrad Adenauer, no bairro Tarumã . O posicionamento atual da parada do coletivo faz com que o desembarque dos usuários aconteça em meio ao mato e ao barro no dias de chuva. Sem contar a precariedade estrutural que não oferece a “casinha” dos modelos brancos baulados, anteriores aos novos e chamativos pontos, que sequer são vistos na maioria das estações da linha fora das vias principais.

Passageiros sofrem com o mato no ponto, que sequer tem a cabaninha caracteristica ou qualquer outra natureza de sinalização

Passageiros sofrem com o mato no ponto, que sequer tem a cabaninha característica ou qualquer outra natureza de sinalização.

Há um contraste aqui, também. A frota de veículos do transporte público na capital chega a 2 mil ônibus. As famosas estações-tubo, que sempre marcaram o cenário da cidade, atingem o número de 343 e em nenhum trecho da linha elas deixaram de ser implantadas. Ao contrário, como revelou reportagem de Fábio Mandryk para o Capital Zona Leste, apenas no trajeto do ônibus Alto Tarumã são seis paradas sem abrigo. Em certas ruas, a defasagem chega a três “casinhas”. (Leia a íntegra da matéria em https://zonaleste.wordpress.com/2008/11/02/paradas-sem-cobertura-ainda-e-realidade-em-58-das-linhas-de-onibus-do-bairro-alto/).

De acordo com o documento do Sistema Integrado de Atendimento ao Cidadão da Prefeitura (SIAC), o pedido foi solicitado à Administração Regional do Boa Vista. No início da tarde daquela sexta, a atendente Kátia do 156 informou que a petição seria encaminhada à Urbanização de Curitiba (URBS) e que a verificação seria de responsabilidade de “ela não sabe quem”; Kátia chama o profissional de “fiscal”, que nas palavras dela são bastante requisitados. O documento ainda assinala que foi exigido o “manilhamento no local mencionado para que possamos viabilizar o requerido”.

Questão política

Afonso Mazur, representante da Federação dos Usuários de Transportes do Paraná (FUSPAR) enfatizou a questão política que envolve esse processo. “Solicitações de operacionalidade são facilmente resolvidas pela ação de um vereador. O pedido dele representa a voz de cem usuários juntos, e essa é uma realidade que dificilmente é alterada”, constata.

Um dos vereadores que mais se dedicou às questões dessa ordem na última legislatura é Jairo Marcelino, do PDT. Marcelino é um dos sete parlamentares com falta superior a 25% das sessões na Câmara Municipal até o fim do primeiro semestre de 2008. Ele, inclusive, ao lado de Valdemir Soares, do PRB, são os que mais apresentam faltas sem justificativa. De acordo com o regimento interno da entidade, o vereador que apresenta um terço de ausências, ou pouco menos de 35%, no mandato, corre o risco de ser punido com a cassação. O vereador Marcelino, reeleito como um dos dez mais votados no mais recente pleito municipal, foi presidente da Comissão do Orçamento de 2007.

O chefe de gabinete do vereador, seu irmão Jorge Marcelino, afirma que o excesso de contingente impede que todos os pedidos sejam solucionados. “Enquanto você liga, outras 49 pessoas também são atendidas, e a resposta é feita de acordo com a necessidade”, explica. Ao tomar conhecimento do pedido, informa que enviará um documento com “regime de urgência”, solicitando a devida estrutura para o ponto. “O vereador atende indistintamente de hora e local, e por isso às vezes não está na sessão”, justifica, a respeito das faltas de seu parente. Nas palavras dele, quando o vereador está na Câmara, mas atendendo no gabite ao invés de estar presente no plenário, não há razão para formalizar uma justificativa. “Muitos políticos sobem ao microfone e, em vez de tratar de algo que dê leite, fazem discursos sem dizer nada. E os vereadores não são obrigados a ficarem ouvindo qualquer coisa no plenário”, completa.

Outros pedidos

Mazur lembra ainda o processo que a FUSPAR mantém contra a prefeitura. “Nós temos uma ação na Justiça, reivindicando as planilhas de custos do transporte coletivo, que não são apresentadas pelo município. O caso se arrasta desde 2002 e ao que tudo indica, agora teremos alguma resposta concreta”. Ele assinala como essa é uma relação complicada e a cooperação da prefeitura deixa a desejar.

Outro assunto de natureza estrutural, dessa vez no Bairro Alto, submete-se a algum vínculo com a Câmara. Terezinha Busch, segunda secretária da Associação dos Moradores do Higienópolis (AMOHI), explica que um abaixo-assinado com quase 3 mil adesões não pareceu suficiente para que providências fossem tomadas. “Pedimos uma trincheira para a rua José Zigoda que não teve andamento. Agora que o Jair César [vereador reeleito] tomou frente, para 2009, que não é ano eleitoral, esperamos ao menos um juízo”, aguarda. No que diz respeito ao tempo de espera, a síndica Eliane Mara Soldan, do Conjunto Iracema VII, no Capão da Imbuia, relembra os dois meses e meio no segundo semestre de 2003 em que esperou pelo recolhimento da poda de três árvores. Como estava localizada na beira da rua, a responsabilidade fica com o Departamento de Limpeza Pública do município.

O documento com o parecer encaminhado pelo Sistema Integrado de Atendimento ao Cidadão foi resultado do protocolo 002485951.

Documento com a resposta da Prefeitura.

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