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‘Ainda tem espaço para o jornalismo comunitário’ novembro 17, 2008

Posted by Tiago Piontekievicz in Cidadania, Mídia.
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König descreve durante fórum como fazer uma cobertura de jornalismo comunitário isenta, através de seu livro "Narrativas de um correspondente de rua".

König descreve durante fórum como fazer uma cobertura de jornalismo comunitário isenta, através de seu livro "Narrativas de um correspondente de rua".

Em fórum realizado no dia 25 de outubro, no Instituto Opet, em parceria com a Ciranda (Central de Notícias dos Direitos da Infância e do Adolescente), a partir das 10h30, Mauri König, jornalista da Gazeta do Povo falou sobre como construir um mundo melhor através da comunicação. O assunto já é uma constante na carreira de König, tanto é que lançou neste ano o livro “Narrativas de um correspondente de rua”, no qual conta sua experiência e convívio com pessoas que vivem em situações indesejáveis para qualquer um, como moradores de esgoto e crianças subnutridas de pequenas cidades do interior do Paraná e do Brasil.

König discorreu sobre a interferência que os meios de comunicação exercem sobre ouvintes e telespectadores, “a mídia direciona e molda comportamentos, ela cria uma tendência de posicionamento”. Para contextualizar a influência da mídia na sociedade, o jornalista deu o exemplo do tão falado caso Lindemberg. “Depois desse caso já tivemos outro na Bahia, em que o rapaz seqüestrou sua namorada ou irmã em circunstâncias parecidas com o de Santo André”.

Um assunto bastante debatido foi a responsabilidade do jornalista em escrever para a sociedade e não para outros jornalistas. Mauri destaca que a cobertura jornalística é feita, em boa parte dos veículos, com um tempo escasso para pesquisa, cada profissional tem que cobrir de duas a quatro pautas por dia. Assim não há tempo para uma reflexão por parte do jornalista e a cobertura se torna superficial.

O jornalismo comunitário também foi citado. “A sociedade ainda tem espaço para o jornalismo comunitário”, defende König. O lugar da mídia comunitária está na cobertura de assuntos que interessam ao leitor, ou seja, aquilo que está perto dele. Ainda citou a frase célebre de Nelson Rodrigues: “Mais vale um cachorro morto na porta da redação do que mil soldados mortos na guerra”,  para explicitar a importância dos fatos que acontecem ao nosso redor em detrimento dos fatos globais.

O jornalista ainda deu possíveis saídas para um melhor aproveitamento do jornalismo pela comunidade: “a saída é a grande reportagem, a imprensa pode interferir para melhorar a sociedade”. Para fechar usou uma frase de impacto: “a reportagem é a alma do jornalismo”.

Tiago Piontekievicz

Confira entrevista com o jornalista Mauri König

 

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