QUANTO CUSTA PARA MORRER? outubro 14, 2010
Posted by deiaemarcos in Uncategorized.trackback
Por: Andréa Moraes e Marcos Dias
“Tem que pagar pra comer; tem que pagar pra dormir; tem que pagar pra beber, pra esquecer e até pra morrer tem que ter, pois vão te pedir dinheiro pro enterro, dinheiro pro caixão, dinheiro pro velório, dinheiro pro sermão!”, já dizia a letra do cantor Gabriel Pensador na qual milhares de brasileiros se identificam.
Frequentemente as pessoas se preocupam como levarão suas vidas e às vezes se esquecem que até depois da morte existem despesas. Isso é reflexo da sociedade atual que revela o retrato do preconceito que muitos sentem quando falam sobre a prevenção funerária. “É difícil fazer as pessoas aceitarem a naturalidade do assunto, já que a morte faz com que elas lembrem momentos difíceis”, afirma a consultora Fahima El Horr, que atua no mercado funerário há cinco anos.
Os preços desse mercado variam desde os populares até valores exorbitantes. O crescimento desse ramo é tão grande que existem empresas que englobam assistência funerária junto com outros serviços como: plano dentário, de saúde, atendimento fisioterapêutico, farmácia, atendimentos psicológicos, acupuntura e parcerias com escolas de línguas. Os valores das parcelas ficam entre 20 e 79 reais.
Tipos de planos
Há vários tipos de planos e assistências. Entre os mais caros, está os Oratórios do Cemitério Vertical, que pode custar, de acordo com o número de gavetas, até 200 mil reais. Neste plano, o cliente adquire 27 gavetas horizontais e um espaço de orações. Além do Oratório, o Cemitério Vertical trabalha com planos simples e mais baratos, como o caso do Plano de um compartimento de ossuário – urna reservada para guarda de restos mortais – que tem parcelas a partir de 72 reais.
Também tem a questão do cerimonial que pode ter o preço variável. Isso acontece no caso do Vaticano, que oferece assistência funerária familiar que varia do mais simples, com parcelas de 60 reais, até os mais sofisticados, no valor de 50 mil reais.
Os valores altos nem sempre são pagos por uma questão de grandeza, mas sim, porque em Curitiba existe um sistema para contratação imediata. O contato é feito na Central de Lutos, que direciona através de rodízio a funerária da vez, e o cliente respeita a tabela de preço da empresa sorteada. Em conseqüência, muitas vezes são cobrados valores e taxas que poderiam ser isentadas.
CREMAÇÃO
Atualmente a cremação é um das técnicas funerárias mais utilizadas. E corresponde na redução do corpo em cinzas. As empresas no ramo buscam utilizar essa técnica para a diminuição de espaços no sepultamento horizontais em cemitérios convencionais. Além disso, a cremação também é uma alternativa que oferece menos riscos ambientais que o sepultamento do corpo em covas.

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