Trágefo e pavimentação elevam temperatura no Bairro Alto Novembro 25, 2008
Posted by andressa100 in Bairro Alto, Cajuru, Cotidiano, Educação, Meio Ambiente, Tarumã.Tags: Bairro Alto, Colégio Paulo Leminski, Meio Ambiente, temperatura em Curitiba
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Curitiba vem apresentando alterações em suas condições climáticas. Francisco de Assis Mendonça, professor e doutor do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), pesquisou sete bairros da capital a partir do segundo semestre de 2006 e constatou que na Zona Leste as temperaturas mais elevadas ocorrem no Bairro Alto. “Lá existe tráfego intenso, principalmente de transporte coletivo, muita área pavimentada, pouca arborização e ocupação intensa”, justifica o professor. O bairro de menor temperatura e menor amplitude térmica foi o Cajuru. “Esta região está num dos pontos mais baixos da cidade, apresenta muitas vias sem pavimentação e arborizadas, pouco tráfego e ocupação, diferente do Bairro Alto”, e conclui: “ É preciso repensar o processo de urbanização.”
A professora Carolina Cañete, do Colégio Estadual Paulo Leminski, no Tarumã, quase na divisa com o Bairro Alto, diz que é preciso despertar uma consciência crítica, para começar a refletir e a questionar o mundo. Ela trabalha as questões ambientais em sala de aula trazendo os problemas para a realidade dos alunos. “Quando eles entendem que os problemas estão bem perto deles, passam a desenvolver uma nova mentalidade e a se interessar pelo assunto”, comenta.
Para Carolina, explicar o efeito estufa aos alunos é fácil. “Coloque um pouco de terra e um termômetro em duas garrafas pet, deixe uma delas aberta e a outra fechada. É uma atividade simples, mas que serve para explicar o ciclo do carbono e também o efeito estufa, já que a garrafa fechada tem aumento maior de temperatura”.
O Brasil, com o desmatamento, tem um nível de emissão per capta de 11 a 12 toneladas por ano de gases de efeito estufa, como o CO2. A pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Rosana Clara Victória Higa, explica que o aquecimento global talvez seja o risco mais visível e que medidas devem ser tomadas para a reversão da desarticulação climática e de suas conseqüências sobre o bem–estar individual, espécies da fauna e flora, indústria, agricultura e nível do mar. Vários fenômenos ligados às novas condições climáticas das grandes cidades, como a poluição atmosférica, as chuvas mais intensas, as inundações, surgiram em função do crescimento urbano acelerado e desordenado.
O atual desafio é mostrar a real relação que existe entre os riscos ambientais e a vida das pessoas. A bióloga da Universidade Livre do Meio Ambiente, Naiana Arruda, diz que a questão financeira pesa mais na hora de colaborar. “Economizar água e energia elétrica é guardar dinheiro, mas separar o lixo não mexe com o bolso. Conta mais a relação com a economia do que a consciência ecológica. Atitudes de comportamento e mudanças de hábito devem ser colocadas em prática urgente”. Segundo Naiana, é preciso começar pela base, que são as crianças. Se forem sensibilizadas, seus hábitos, valores e atitudes relacionadas ao ambiente poderão ser alterados.
Andressa Marchiorato

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